O câncer de pele é o tumor mais frequente não só no Brasil, mas também no mundo inteiro. No entanto, não é tão simples assim, afinal, existem alguns variados tipos dessa doença. Confira abaixo:
Sendo o mais frequente na população brasileira, o câncer de pele não melanoma tem altas chances de cura, isto é, se for descoberto e tratado logo cedo, é claro. Para complicar um pouco mais as coisas, existem muitos tipos de tumores, entretanto, os mais frequentes são:
⮚ Carcinoma basocelular (CBC) ⮘
É o mais usual e “de boa” dentre todas as variações, posto que sua evolução ocorre lentamente. Normalmente, os CBCs surgem em regiões expostas ao sol, tipo cabeça, ombro e costas. Apesar de ser menos letal, ainda é importante se proteger dos raios solares, já que se não diagnosticado com antecedência, sua vida pode estar em jogo. O CBC tende a se manifestar na forma de lesões, como feridas ou nódulos.
⮚Carcinoma espinocelular (CEC)⮘
É o segundo mais comum, surgindo em todas as regiões do corpo, majoritariamente nas que são expostas ao sol. Além disso, nessas áreas, se observa sinais de dano solar, por exemplo, aquelas rugas que ninguém gosta. Os CECs possuem um tom avermelhado e se apresentam em forma de feridas ou de machucados, os quais não se cicatrizam e podem sangrar uma vez ou outra
Apesar de ser o tipo menos frequente, o melanoma possui a maior taxa de mortalidade, já que há a possibilidade do tumor se espalhar por outras partes do corpo. Porém, se for diagnosticado logo nos estágios iniciais, a chance de cura é de 90%, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Pode aparecer em qualquer parte do corpo e da pele na forma de sinais, pintas ou manchas, mas aquelas que se encontram irregulares, como, por exemplo, com uma metade diferente da outra, ou com um tamanho maior do que o comum. Outro fato importante sobre o melanoma é que ele se origina nas células que dão cor à pele, os chamados melanócitos.
Geralmente, o câncer de pele se parece com pintas, manchas e sinais. Somente especialistas podem diagnosticar e tratar o tumor com precisão, mas existem certos aspectos que indicam se uma lesão é suspeita. É importante conhecê-los por precaução mesmo. Vai que algum dia aparecem sinais no seu corpo? Pelo menos você já vai perceber e pode procurar ajuda de um dermatologista (médico que cuida da pele).
Para nossa sorte, é até bem fácil de lembrar de como identificar os sinais perigosos. Utilizamos uma Regra chamada ABCDE, isso mesmo, que nem as 5 primeiras letras do alfabeto. Mas o que isso significa? Veja bem….
⮚A - Assimetria⮘
Se a lesão for assimétrica, ou seja, tem lados de medidas diferentes, é questionável.
⮚B - Borda irregular⮘
Como diz o nome, uma borda irregular não é um bom indício.
⮚C - Cor⮘
Dois tons ou mais significam que algo está estranho.
⮚D - Dimensão⮘
É aí que você vai precisar medir, pois dimensões superiores à 6mm não é coisa boa, hein.
⮚E - Evolução⮘
Alterações nos sinais com o tempo, por exemplo, mudança no tamanho e na cor.
Prontinho, agora você já sabe como identificar se uma lesão é suspeita e, assim, pode tomar as medidas necessárias caso se veja diante de um possível câncer de pele.
O diagnóstico pode ser feito tanto clinicamente, ou seja, a olho nu, quanto com um aparelhinho chamado de dermatoscópio. Esse é como se fosse uma lentizinha de aumento com uma luz feita especialmente para a avaliação da pele. Logo, com essa ferramenta, é feito uma maior identificação das características da pinta, por exemplo, fazendo com que haja um diagnóstico mais precoce do câncer de pele.
Quando o assunto é o câncer de pele não melanoma, feito uma remoção cirúrgica adequada, as chances de ele voltar são baixas. No entanto, quando já obtido anteriormente, há possibilidades da pessoa desenvolver outros cânceres, precisando, então, de uma maior vigilância. O mesmo quando convém o câncer de pele melanoma. O paciente, quando feito a cirurgia cuidadosamente, possui também, pouca probabilidade da volta desse. Todavia, quando já disseminado pelo corpo, o indivíduo terá de ser cuidado em relação à sua saúde.